[ARTISTA DO MÊS] Janeiro ’17 - Discrelia


SeventyFive

Apesar de ser um membro recente, a sua arte chama logo a atenção... Já viram o tópico dele aqui no fórum? Seja como for, venham conhecer o Discrelia nesta entrevista! Esperamos que gostem. 

 

1. Conta-nos alguma coisa (ou várias) sobre ti que ainda não saibamos…!

 

Algo sobre mim que ainda não saibam? Provavelmente muitas coisas. Nunca fui muito do tipo de falar de mim. Bem suponho que isso já seja uma coisa mas isso não é muito interessante.Eu diria que o mais interessante é a maneira como a minha vida tem tendência a envolver-se com Pokémon constantemente.

 

2. Que tipo de arte preferes e porquê? Foi uma escolha natural (por teres mais jeito ou inclinação) ou uma opção consciente de investimento do teu tempo? 

 

Eu diria que tenho uma preferência por algo que relembra o "minimalismo" e a "pop art". A "pop art" é relativamente evidente o porque, o meu interesse pela pop japonesa leva-me por esses caminhos. O meu interesse pelo minimalismo é algo mais complicado. Vem das minhas partes mais íntimas que me são desconhecidas a mim próprio.

 

3. Há mais alguma forma de expressão artística que faça parte da tua vida (música, pintura, escultura, ...)? 

 

Eu faço de tudo um bocado, ajuda a equilibrar o meu humor. Invisto mais na instalação e na serigrafia e gravura mas também faço um bocado de escultura e animação.

 

4. Há quanto tempo começaste a ter interesse por desenho? Houve algum momento especialmente marcante que tenha sido o “clique” que fez a diferença?

 

Pelo desenho em específico não sei bem mas pela arte em geral o meu interesse começou desde bastante novo. A minha irmã, que também se dava às artes ,introduziu-me e achou que eu tinha talento e então incentivou-me.

 

5. De que forma é que a arte influencia a tua vida? É algo que já passou para um nível profissional? 

 

Influencia-me constantemente. Depois de desenvolver olho e sensibilidade de artista sinto que vejo tudo de modo diferente, as mais pequenas coisas podem subitamente interessar-me a um nível artístico.

Até agora investi três anos de universidade nas artes por isso sim, tenho interesse profissional nas artes. Não consigo viver da mesma maneira depois de ser introduzido ao mundo das galerias e exposições.

 

6. Qual é “aquela coisa” que ainda hoje é difícil para ti conseguir fazer?

 

Tudo que envolva pincéis ainda é algo que nem sempre me corre bem. É preciso uma mentalidade específica para se usar um pincel bem e acho que esta me escapa pela minha natureza.

 

7. E o que é que mais gostas de fazer?

 

A minha parte preferida de todo o processo e que mais me excita é ironicamente a mais aborrecida. Eu adoro ficar em frente da enorme impressora enquanto esta imprime só para ver o meu trabalho a tomar forma. É uma completa perda de tempo mas quero assistir a cada segundo!

 

8. Há alguma coisa complexa tecnicamente que te tenha feito sentir orgulho quando finalmente a aperfeiçoaste?

 

Algo que acho que tem a sua certa complexidade mas que não se pensa muito é a selecção da cor. O meu trabalho revolve imenso a cor, às vezes passo horas a comparar cores umas com as outras e é trabalho que sempre fui elogiado e que me dá grande orgulho.

 

9. O que é que te serve de inspiração?

 

O mais óbvio é o anime mas também a arte japonesa em geral e, como também já referi, o "minimalismo" e a "pop art". Sou grande fã em específico do artista japonês Murakami.

 

10. De que forma é que o desenho e o anime/ manga se cruzam na tua vida? Tentas seguir um estilo “típico” oriental ou criar o teu próprio estilo? Manténs uniformidade nas tuas criações ou segues o que te apetece fazer no momento?

 

O desenho de anime/manga influenciam bastante o que chamaria o corpo principal do meu trabalho e esse trabalho é a minha vida. Eu não tenho a certeza se o meu estilo de ilustração será o "típico" japonês mas acho que é óbvio que é bastante japonês. As minhas ilustrações encontram-se relativamente em evolução mas diria que têm alguma uniformidade, claro que acho sair do estilo é sempre útil maioritariamente para dar nova perspectiva ao trabalho dito mais "uniforme".

 

11. Achas que fazer algo a pedido de terceiros condiciona muito o processo criativo ou é apenas mais um desafio?

 

Eu já tentei fazer "requests" mas não é algo que bate comigo. Meu trabalho é algo espontâneo e tentar forçar algo acaba sempre "ás três pancadas". Embora já tenha feito algo mais simples como cartões de visita e panfletos.

 

12. Tens algum conselho para dar a artistas que estejam a começar?

 

Depende do nível de "começar" que falamos. Nenhuma experiência? Então não tenho muito a dizer, simplesmente façam o que lhes der na telha, há tempo para afinar o trabalho mais tarde. Se é algo que venha de um sítio bastante profundo do vosso ser e seja algo que querem seguir o melhor conselho é quebrar o que pensam que é arte. Estudar a teoria é sempre útil e sair da vossa área de conforto e fazer o que soa mais difícil ajuda imenso. Nunca se sabe que inclinações nós temos até experimentar-mos. O mais importante, no entanto, é sempre procurar bons críticos. Alguém que nos agite e nos faça questionar todo o nosso trabalho é um grande aliado.

 

13. Aceitas comissões? Queres deixar alguma informação sobre isso?

 

Como já referi, comissões não vão bem comigo mas abro sempre excepções.

O mais parecido que tenho a isso é um patreon que decidi experimentar durante "o tempo morto" enquanto procuro galerias e emprego.

 

14. Agora, a pergunta mais importante de todas: o que dizem os teus olhos?

 

Aos outros, não muito. A mim, tudo. 

 

Para verem mais trabalhos do Discrelia podem consultar o seu tópico de fanart, o deviantart ou o seu portefólio online