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A minha Viagem ao Japão - 2017

39 mensagens neste tópico

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Tokyo é uma cidade inigualável.
Deixei a cidade satisfeito por ter mergulhado nela e ter conhecido os seus habitantes. Não foram poucas as coisas que me impressionaram.
As pessoas têm semblantes mais carregados, mas ultrapassados os primeiros contactos e um sorriso mais receptivo e essas mesmas pessoas revelam-se. Gentis, educados, disponíveis. E acho que o são genuinamente.
Muitas pessoas pensam dos japoneses como pessoas mesquinhas que não dizem o que pensam. Mito. Não são moralistas, apesar de ainda haver alguns preconceitos a ser ultrapassados, gostam de se divertir e respeitam-se mutuamente.
Sim, até podem não dizer o que pensam a toda a hora, mas também respeitam o que os outros pensam.
Em Tokyo isto evidencia-se. Aqui as pessoas andam mais fechadas em si mesmas, mas como disse atrás, quando dá-se o desbloqueio, a revelação é impressionante. Apaixonante, em muitos casos.

Mais tarde voltaria a Tokyo, depois de uma semana alojado em Kyoto.
 

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The Shinkansen

Finda a minha primeira estadia em Tokyo, o destino seguinte seria Kyoto.
Para viajar para Kyoto, mas também para Osaka, outra grande cidade da região de Kansai, existem imensas formas de o fazer rapidamente.
De automóvel ou de autocarro, nas auto-estradas mais movimentadas do Japão.
De avião, directamente das mais importantes cidades e aeroportos do Japão para o Kansai Airport de Osaka.
E de comboio.
E dificilmente conseguiria recomendar outra maneira de viajar para Kyoto para além do Shinkansen, o comboio-bala.

Não me levantei propriamente cedo para sair de Tokyo. As horas de ponta matinais, seja no metro como nas plataformas da Japan Railways, podem ser muito complicadas para quem viaja com malas ou mochilas grandes. Mas ainda assim, saí da Estação de Tokyo por volta das 10:00 para uma viajem de 517 quilómetros que durou duas horas e meia, num Shinkansen que não ia muito cheio.
Isso deveu-se também ao facto de ser domingo, mas desenganem-se quanto à hora de ponta.
Ao domingos os japoneses adoram sair para passear, visitar a família, ir jogar futebol ou baseball ou simplesmente ir espairecer. Entre as 8 e as 9 da manhã, seja qual for o dia da semana, as estações já estão demasiado movimentadas.
O Shinkansen era o Nozomi.
Para os utilizadores do Japan Rail Pass, o Nozomi vai ser um companheiro frequente de viagem. Não é dos mais rápidos, também não é o mais lento, mas deve ser a composição mais utilizada pela JR em todo o Japão. Há Nozomi em todas as regiões.
No entanto, supera todas as características comuns dos comboios a nível mundial.
Vibração reduzida, poluição sonora reduzida, oscilação mínima.
As carruagens têm acomodações incrivelmente confortáveis, com imenso espaço para as pernas e entre passageiros. Há serviço de venda de snacks, bebidas e até refeições.
Não existe revisor. Existe, em alguns casos, toda uma equipa de tripulantes que fazem a revisão dos bilhetes, do bom ambiente nas carruagens, do serviço de bebidas e comida, da segurança do veículo e todo isto espectacularmente bem apresentados, com fardas muito bonitas e feitas à medida, luva branca, simpatia acima do padrão japonês e um inglês fluente e correcto.
Fiquei impressionado. Nunca achei grande piada a fardas em instituições ou profissões que não fossem ligadas ás forças armadas ou à autoridade pública, mas os japoneses levam isto a um nível diferente, correcto e não descurado.
Se calhar agora sei porque nunca gostei de fardas. Estou habituado a ver fardas feias, descuradas e vestidas por pessoas que não a sabem respeitar.
Voltando atrás à revisão dos bilhetes, as estações funcionam tão bem que quase não há necessidade de o fazer dentro do comboio. Só por uma vez me pediram o bilhete, e a todos os que viajavam no comboio, muito educadamente e com uma calma e paciência divina e quando mostrei o meu Japan Rail Pass, um enorme sorriso, um vénia apropriada e um "obrigado por visitar o nosso país" foram feitos aprovando o meu lugar naquele Shinkansen.
Estas pessoas levam a sério o seu trabalho e a sociedade japonesa respeita-os bastante. Sempre que atravessam uma carruagem, ao fechar a porta fazem sempre uma vénia ao passageiros. Vários retribuem.

Os Shinkansen são uma verdadeira instituição para os japoneses.
Não é muito barato viajar neles, mesmo para o poder de compra do país, mas são um orgulho nacional. Há pessoas que fazem viagens neles só porque sim e as excursões escolares acontecem todos os dias.
Nas plataformas, essencialmente ao fim de semana, as famílias ficam minutos, se calhar horas, com os miudos mais pequenos a ver passar os Shinkansen antes de embarcarem neles.
Andar no Shinkansen também acarreta ter algum comportamento adicional. Ninguém fala alto nem fala ao telemóvel. Os dispositivos electrónicos de música e vídeo são utilizados com auscultadores. Quem precisar urgentemente de fazer ou receber uma chamada, fá-lo na zona entre carruagens.
Evita-se fazer lixo e olhando ao número de pessoas que comem dentro do comboio, as carruagens ficam sempre limpas e utilizáveis à saída.
Mesmo assim, em estações-chave, há equipas de limpeza que conseguem limpar um Shinkansen de dezasseis carros em três minutos. Sim, três minutos.
Essas pessoas esperam que o comboio pare e que abra as portas e à saída dos passageiros pedem para depositar o lixo nos sacos que carregam. Depois dá-se a magia.
Eu não consigo limpar o meu sofá em três minutos, quanto mais um comboio.

Como Japan Rail Pass, o Shinkansen torna-se o meio de transporte mais funcional numa viagem que acarrete várias movimentações entre cidades. Torna-se assim mais barato ter a melhor experiência da eficiência dos transportes japonêses e viajar no país rapidamente e com o maior conforto.
Em duas ou três ocasiões tive que viajar parte do trajecto em pé. Uma das ocasiões foi a vir de Hiroshima em hora de ponta, ou seja, as horas de ponta no Shinkansen também são muito movimentadas.
Mas não deixem que isso vos crie obstáculos. Viajar em pé no Shinkansen é mais que possível graças à estabilidade do comboio.
E ao contrário de alguns comboios expresso e do metro, onde é difícil utilizar esses transporte com malas e mochilas grandes, no Shinkansen há lugares próprios para guardar a bagagem. Se não houver, garanto-vos que uma mala demasiado grande cabe à vossa frente, junto aos pés, no lugar sentado.

É engraçado falar nisto. Muitas pessoas pensam que o maior obstáculo em viajar dentro do Japão é o dinheiro e a sua aquisição por levantamento. Muitas pessoas e muitos sites na internet passam essa mensagem, mas recentemente foi feito um estudo por parte de uma instituição turística em que a maior parte da amostra considerou a bagagem o pior desafio. Dinheiro e ATM´s ficaram nos últimos lugares.
Concordo.
Não foi difícil levantar dinheiro. Não foi difícil, ou muito difícil, dialogar com pessoas sem qualquer instrução de inglês, não foi difícil apanhar chuva, não foi difícil perceber os mapas e utilizar as estações de comboio, etc etc.
Mas bagagem sim, foi o mais difícil. Transportar bagagem em comboios cheios não só é difícil como inconveniente. Só os Shinkansen facilitam nesse aspecto.
Eu hoje não levaria uma mochila tão grande. Os hostels têm lavandaria e se eu aproveitasse melhor esse serviço, que rondava os cem ou duzentos ienes por utilização, levaria apenas metade da roupa.

Rematando este capítulo, a minha primeira viagem de Shinkansen ficará para sempre na minha memória por ter sido uma viagem rápida e confortável, por ter conhecido esta peça de engenharia e tecnologia ao serviço de todos e por ter como companhia um jovem casal japonês com o seu filho bebé que quis brincar comigo.
Gostei deste meio de transporte e acho que está desmarcadamente acima dos outros comboios. Adorei a estética futurista e aerodinâmica e as partidas que me fez. Sim, partidas. Por várias vezes estava de costas para a chegada 
dele e ele irrompeu na plataforma sem o ouvir. Pontualmente. Ao segundo.

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@silentpain, experimenta meter as fotografias dentro de spoilers. Elas demoram bastante a carregar (e a minha internet não é lenta de todo) e, conforme carregam, fazem a página ficar maior fazendo-me perder de vista o texto. Não devo ser o único na mesma situação.

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Pois, se calhar vou ter que fazer isso. O Mike já me tinha aconselhado a fazer isso.

Decidi pôr poucas imagens de cada vez, em posts diferentes, para chegar à inauguração da página seguinte mais cedo. Mas ainda assim, parece ficar as páginas pesadas na mesma...

 

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Kyoto, Parte 1

Não vale a pena esperar pelo fim da crónica para dizer que Kyoto é uma cidade apaixonante e foi o local onde mais gostei de estar e também onde fiquei mais tempo alojado.
Cheguei a Kyoto por volta do meio-dia e fiquei surpreendido com a azáfama que ia na Estação de Kyoto. Esta estação não é apenas grande porque recebe muitos turistas, é grande porque, a par de Osaka, é um "hub" importantíssimo no centro do país para acesso às grandes cidades da região de Kansai e também de todo o Japão. A mobilidade e rapidez dos transportes japoneses permitem isso.
Lá saí da estação e puxei dos documentos de reserva do hostel para seguir as indicações para chegar até lá.
Não apanhei nenhum outro meio de transporta à saída do Shinkansen porque o Mosaic Hostel era muito perto da estação e se caminhasse até lá já estaria a fazer um bom reconhecimento daquela área.
Comecei a minha caminhada e entretanto, numa rua menos movimentada, um senhor de uma certa idade, que passava por mim de bicicleta, aborda-me em inglês e pergunta-me se precisava de ajuda. Achei o máximo e respondi que não, confiando nas indicações do papel.
Mas estive errado. Estava a caminhar na direcção errada do hostel e apercebi-me mais tarde.
Tive que dar uma volta maior, pela parte norte dos templos Honganji no sentido contrário aos ponteiros do relógio e dirigir-me para sul da estação. Perdi imenso tempo e energia, carregando a enorme mochila que tinha.
Mas lá cheguei ao hostel, que era de facto muito próximo da estação, a pouco menos de dois quilómetros e pude respirar fundo debaixo do ar condicionado fresquinho.
Kyoto é mais quente e mais húmido que Tokyo e fazer hiking com aquela pesadona mochila a meio do dia naquela cidade é um desporto sério.
Mesmo assim, depois de ter perdido tanto tempo, cheguei cedo demais ao hostel e tive que guardar a bagagem numa arrecadação até à hora do check-in. Esse serviço é muito porreiro, porque assim já pude começar a visitar a cidade.

Voltei para norte, e de volta aos templos Honganji.
Infelizmente, já estavam na hora de fecho, por isso tive que me contentar em passear no exterior e nas ruas características à volta.
Tirei algumas fotografias e dei a volta à estação pelo lado Este e continuei para sul até encontrar o edifício da Nintendo.
Adoro videojogos e estes sempre me acompanharam, por isso não podia sair de Kyoto sem ver o edifício desta grande empresa.
Confesso que ainda estava um pouco perdido por aqui. Usei o GPS sempre para poder me orientar, já que estava com enormes dificuldades em localizar os pontos cardeais, mas essa pequena desorientação foi compensada com uma boa caminhada pelas ruas estreitas e clássicas dos padrões japoneses.
Mas ao fim da noite, já me sentia em casa.
 

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Depois da Nintendo, voltei ao hostel para o check-in.
Simplesmente, voltei para pagar e preencher a ficha de entrada, recolher o "cardkey", deixar a mochila no "locker room", olhar para a acomodação estilo cápsula e voltar para a rua.
Já estava escuro, mas eu queria mais da cidade e tinha que comprar um cartão pré-carregado para utilizar em telefones públicos.
O que estava a acontecer era que o meu telemóvel não estava a assumir qualquer rede e só conseguia comunicar com Portugal através da internet. Mas assim não conseguia contactar os meus pais.
Na 7-Eleven da Estação de Kyoto, perguntei se tinham daquele tipo de cartões e, confesso que foi com alguma surpresa, disseram-me que sim. Estas lojas têm mesmo quase tudo.
No Japão já ninguém usa os telefones fixos ou os telefones públicos, mas eles ainda existem e são úteis para quem não consegue usar o seu telefone e/ou não pretenda adquirir ou alugar um.
Decidi caminhar até ao bairro de Gion pela avenida a par do rio Kamo. Foi mais longe que pensava, mas serviu também para procurar a dita cabine telefónica.
Não foi à primeira, já que esse primeiro tinha em inglês a indicação "Domestic Only", mas foi à segunda.
Aí estive a experimentar o modelo de comunicação, que não é apenas por o cartão e usar. O cartão nem é de introduzir, é de usar um código e seguir uns passos numéricos.
Depois dessa introdução, lá ouvi a voz da minha mãe.

Senti-me como o Shinji em algum episódio de Evangelion, à noite, numa rua sem movimento e com os grilos a cantar por perto.
Estas pequenas sensações de "dejá vu" vão acontecendo, tornando a exploração das cidades mais interessante.
E lá cheguei a Gion.
Gion é muito divertido. A arquitectura é muito tradicional e parte do bairro é dedicado à cultura geisha e aos restaurantes típicos. 
É também um dos locais mais caros para comer no Japão. Por trás do Gion Corner, encontrei um restaurante de ramen que tinha preços mais acessíveis, mas estava cheio. Dez pessoas era o máximo da capacidade.
Mas surpreendeu-me a atitude de um jovem casal ao balcão que ao ouvir a conversa disponibilizaram-se para se comprimirem contra a parede e deixar-me sentar, mas do rosto desiludido do cozinheiro veio um "we don´t have any more chairs..."
Voltei ao Gion Corner. É um óptimo sítio para poder ver as maiko a representar as danças e cerimónias de chá a preços mais acessíveis e não tão exclusivo. É no fim da rua Hanami.
Mais a norte, existe uma grande área de bares e restaurantes. Mais serão dentro, algumas portas de bares nocturnos e "boites" abrem portas e começa uma nova agitação de pessoas, bem vestidas, comportadas, mulheres sensuais e alguns personagens estranhos.
Mas nenhum turista é incomodado e tudo se passa com discrição.
Jantei aí perto num restaurante onde só trabalhava gente nova. Um sítio único, mas popular, onde os pedidos ao cozinheiro eram feitos com gritos de guerra e os agradecimentos ao cliente também. Que sítio divertido e jantei lá mais duas vezes, onde a especialidade era o ramen.
 

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Voltei ao Mosaic de metro.
Tirei algumas coisas da mochila para ficarem mais acessíveis no "locker room" e no "futon".
Tomei um bom banho e desci ao bar para mais uma cerveja. Aqui serviam Suntory artesanal e que boa que era.
Conheci dois funcionários muito simpáticos e criámos amizade facilmente. O rapaz era um grande apreciador de futebol e deu-me os parabéns por Portugal ter ganho o Campeonato da Europa.
Disse-me que torcera pela França, porque já viajou por França e sentiu-se ligado ao país, mas o seu jogador preferido era Ricardo Quaresma. Curiosamente, trabalha um rapaz francês naquele hostel.
A rapariga já não era seguidora de desporto, mas conhecia os craques da nossa Selecção. Ela era mais música e cultura.
Foi um serão muito bem passado a conversar com eles. Foi estranho não estarem lá muitos hóspedes, talvez por ser domingo, daí não ter confraternizado com mais pessoas.
Mas com uma certeza fiquei, a de que Kyoto iria ficar na minha memória.

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Kyoto, pt2

O segundo dia em Kyoto não foi um dia muito proveitoso.
Não acordei muito tarde, mas pela janela só via chuva a cair constantemente. Era o primeiro dia de chuva “a sério” que tinha no Japão.
E tinha uma tarefa acrescida para completar antes de começar as visitas aos encantos da cidade. Tive que comprar um adaptador de corrente eléctrica.
No hostel não tinham. Só tinham para USB, por causa dos telemóveis, mas eu queria carregar a máquina fotográfica.
Felizmente, perto do hostel havia um grande centro comercial, o Aeon Mall, e foi numa Sofmap algures no terceiro andar que encontrei o adaptador de corrente. Tem de tudo o que é electrónica estas lojas.
Aproveitei também para tomar o pequeno-almoço, mas a chuva parecia não querer parar.
Nesta altura do ano, no Japão, é normal este tipo de tempo. Ora um dia maravilhoso, ora um dia de chuva, ora um dia quente com algum sol, ora um dia de chuva miudinha. Ainda efeitos da temporada dos tufões de Agosto e Setembro.
Voltei então ao hostel para por a bateria da máquina a carregar. Ainda troquei dois dedos de conversa com um outro hóspede e decidi sair novamente.
Não ia ganhar nada em ficar no hostel por causa da chuva, apesar que ainda tinha muitos dias pela frente, mas não queria arriscar a “encurtar” desta forma o tempo útil de estadia em Kyoto.
Decidi visitar então o International Manga Museum e o mercado Nishiki. 
Dois sítios onde estaria abrigado da chuva.

O Manga Museum vai ser dos locais que irei relembrar mais vezes e de que falarei com certeza. 
Está instalado numa antiga escola e dedica dois andares á exposição de dezenas de milhar de livros com edições desde 1945 e 2015.
Tem também algumas salas de exposição dedicadas à história da antiga escola, mas no fundo o Museu é uma grande biblioteca de manga onde todos se encontram para ler.
E é aqui que eu senti o privilégio de estar a fazer esta viagem. Pelo corredores pude encontrar, sem excepção, pessoas de todas as faixas etárias até aos 80, encostados, sentados nas cadeiras disponíveis, nos sofás ou simplesmente no chão a ler manga.
Uns tinham cara de assustados, outros riam baixinho, outros sentiam o momento e outros simplesmente liam. Não falavam alto nem incomodavam, apenas uma melodia pacífica facilmente retirada de um projecto de Uematsu espalhava-se pelo ar para não deixar que os leitores aceitassem a factualidade de que estavam numa escola. A ler. A estudar. A sonhar.
Não foi possível tirar fotografias por causa das regras do espaço, mas gostava de poder mostrar-vos como num corredor de um metro e pouco de largura e dez de comprimento cabiam dezassete pessoas no chão a ler. 
Mães com filhos, pais com filhos, filhos com primos, avós com netos, avós sozinhos, pais sozinhos, amigos com amigos, da escola, do kendo, da empresa corporativista. Gente de tudo e de todos, de longe e de perto, para ler, para descontrair, para dormir um pouco.
No segundo andar, há a verdadeira biblioteca de que falei. Imaginem o espaço de um anfiteatro escolar onde as paredes estavam forradas a manga. Desde 1945 a 2015.
Um senhor de uma certa idade, diria eu de 75 anos, mas olhando à longevidade dos nipónicos deveria ter mais, tocou-me no braço e chamou-me à atenção de uma prateleira na coluna de 1989. Nessa linha tinha dois exemplares super de Ghost in the Shell, com algumas páginas a cor, três Hajime no Ippo e dois Berserk edição número um.
Caiu-me o queixo, literalmente, e o homem diz num japoninglês "great year" e vira-me costas.
Desci outra vez e dirigi-me à sala dedicada aos mais jovens. Uma grande sala onde apenas só nos podíamos movimentar descalços por entre as dezenas de crianças e alguns adultos que por lá estavam prostrados a ler. Tudo no chão, sentados, encostados, deitados.
Uma mulher dormia no chão, ainda segurando o seu Jojo, enquanto o, presumo eu, filho folheava dramaticamente qualquer coisa imperceptível.
Aproximei-me de um grupo de cinco miudos de uns dez anos porque um deles tinha junto a ele mais três livros da manga de Dragon Quest para além da que ele estava a ler. Apontei para os livros, identifiquei Dragon Quest e ele entregou-me um. Deitei-me à beira deles e, apesar de não conseguir ler nada de japonês para além do ni e dos símbolos do iene, deliciei-me com aquele volume seis de Dragon Quest manga.
Devo ter perdido ali meia hora de leitura, à beira dos jovens, junto a uma janela onde a chuva batia. Dos seis, eu era o único que fazia ruídos de riso, mas os outros não se importavam.
Era o único tipo de riso que ouvi no espaço, já que se dava valor à regra de apenas o piano soar no sistema de som. Havia um corredor numa das partes mais afastadas do museu de onde ouvi esse tipo de riso. Espreitei nesse corredor, escuro, apenas com uma estante de livros e encontrei um rapaz de uns treze anos, sozinho, a ler.
Decidi partir. Não antes de queimar duzentos ienes numa coin machine de autocolantes de Dragon Ball. 
Pus as moedas e enquanto percebia que acção fazer a seguir dois pquenitos de seis ou sete anos aproximaram-se cheios de curiosidade. Rodaram por mim a manivela e do orifício saiu um envelope.
Abrimos juntos e um deles exclamou "ohhhhhhhhhh... Turunks!!"
Peguei nos autocolantes, um Trunks Super Sayan e um outro personagem resultado de fusão que já nem me recorda o nome, e contemplei. Mas os meus novos amigos ainda ali estavam e, ao olhar para eles, tinham os olhos a brilhar de inveja pela minha sorte.
-You guys want this Trunks?
Não me responderam, mas os seus olhos mostravam que entenderam.
-It's yours - e estendi-lhes os cromos.
Agradeceram-me em japonês e em inglês e correram alegremente não sei para onde.
Ao voltar à entrada ainda encontrei na sala das traduções uma estante com alguns volumes em português, mas localizações do Brasil.
Ainda tornei a voltar para trás para uma última volta e encontrei os meus recentes amigos. Acenei com a mão o gesto de adeus e eles também o fizeram com algumas palavras em japonês. Comprei algumas coisas na loja e saí.
Será, certamente, um dos locais mais memoráveis de todo este devaneio de dezoito dias.

Deu para perceber o lugar da manga na sociedade japonesa. Ocupa um lugar muito próprio e pega em temas muito distintos, mas sempre interessantes. Cooking manga, quem diria o sucesso disto...
Mas ao contrário do anime, que tornou-se demasiado sexista e genérico, assentando muito na mesma fórmula, a manga, apesar de produzir em menos quantidade, continua a agradar a uma sociedade inteira, independente da idade, do género, da classe social, se lês na pausa do almoço, ao fim de semana, na volta do trabalho no comboio, num parque, no ramen, na cagadeira ou em casa.
Tenho que admitir que este museu fez-me pensar em manga e olhar para ela novamente e de uma nova forma e de como me esqueci do quanto gostei de bandas desenhadas no passado. De como era pacífica uma sessão de leitura.

Dentro deste museu apercebi-me de uma das virtudes deste povo. Não são demasiado ou definitivamente moralistas.
Claro que há uma parte da nação muito conservadora e que reprova algumas coisas no meio cultural, mas isso é apenas ser conservador.
No museu não vi moralismos a condenar um velho de oitenta anos de ler manga. Não vi moralismos a condenar raparigas adolescentes em saia sentadas no chão a ler manga mostrando as pernas, não vi moralismos a condenar uma mãe que leva um filho à manga e lê mais do que o seu rebento.
Podem dizer-me que na cabeça de cada um há esses pensamentos, mas eu não acredito. Na cabeça de cada um há um respeito muito grande pelos gostos de cada um.
Pode haver é alguma condenação pela manga em si, nas não concretamente por exemplos como fiz acima. E mesmo essas pessoas que o farão serão uma minoria tão insignificante que num país desta dimensão será irrelevante.
E isto estende-se ao anime, aos videojogos, ao cinema e à literatura, ao desporto, ao red light distric de Kabukicho, à sua própria sociedade.
Segundo me disse o rapaz fan de Quaresma aqui do hostel, o único sítio onde se vê japoneses a portarem-se mal, a serem moralistas e pretenciosos é na Dieta.

Infelizmente, não foi possível tirar fotografias.
Quando saí do local, podia ter captado edifício, mas a chuva intensificara-se.
No entanto, ficam aqui duas fotografias que encontrei no Google que demonstram bem o que é o Kyoto International Manga Museum

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Com o meu pequeno guarda-chuva comprado numa loja de chineses cá em Portugal, lá fui lutando com a chuva até ao mercado Nishiki.
Pelo caminho almocei ramen num pequeno restaurante e em certos edifícios aproveitava as galerias para continuar a caminhar abrigado da chuva.

O mercado caracteriza-se por várias longas e estreitas ruas de bancas de produtos frescos da terra e do mar, de comida rápida japonesa e, numa parte mais a oriente, de lojas de lembranças e tecidos.
Confesso que não fiquei surpreendido pela street food japonesa, mas não resistia a tentáculos de polvo ou potas e lulas frescos no grelhador.
Havia mais petiscos, principalmente pequeníssimos polvos de cor vermelha cozidos, mas outros peixes, vegetais e até lambarices.
Este mercado estava cheio de turistas, como seria de esperar, o que acaba por estragar um bocado a experiência. Mas não deve ser fácil encontrar o mercado sem tanto movimento, seja a que dia for.
O mercado tem um templo, o Nishiki Tenmagu. É um templo muito pequeno e simples, mas demasiado turístico. Mas bonito e bem conservado.

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E a chuva continuava cada vez mais desagradável.
Decidi então fazer ali a compra de souveniers. É um bom sítio para o efeito se procuram estatuária, brincos, alfinetes de cabelo, anéis, postais, brinquedos, os chinelos típicos, etc.
E depois disso voltei para o hostel, sem antes aceder ao metro pela Shijo Dori e as suas galerias de lojas.
No hostel troquei estas impressões com outros hóspedes e todos tiveram um dia muito constrangido pela chuva. Dois deles até nem saíram do edifício.
Mas nenhum ainda tinha visitado o Manga Museum. O australiano que estava ao computador, que viria a ficar meu amigo, deve ter visitado, mas nunca cheguei a perguntar-lhe.

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há 1 hora, silentpain disse:

Um senhor de uma certa idade, diria eu de 75 anos, mas olhando à longevidade dos nipónicos deveria ter mais, tocou-me no braço e chamou-me à atenção de uma prateleira na coluna de 1989. Nessa linha tinha dois exemplares super de Ghost in the Shell, com algumas páginas a cor, três Hajime no Ippo e dois Berserk edição número um.
Caiu-me o queixo, literalmente, e o homem diz num japoninglês "great year" e vira-me costas.

 

Nós com o vinho, os japoneses com o manga.

 

há 1 hora, silentpain disse:

Dentro deste museu apercebi-me de uma das virtudes deste povo. Não são demasiado ou definitivamente moralistas.
Claro que há uma parte da nação muito conservadora e que reprova algumas coisas no meio cultural, mas isso é apenas ser conservador.
No museu não vi moralismos a condenar um velho de oitenta anos de ler manga. Não vi moralismos a condenar raparigas adolescentes em saia sentadas no chão a ler manga mostrando as pernas, não vi moralismos a condenar uma mãe que leva um filho à manga e lê mais do que o seu rebento.
Podem dizer-me que na cabeça de cada um há esses pensamentos, mas eu não acredito. Na cabeça de cada um há um respeito muito grande pelos gostos de cada um.
Pode haver é alguma condenação pela manga em si, nas não concretamente por exemplos como fiz acima. E mesmo essas pessoas que o farão serão uma minoria tão insignificante que num país desta dimensão será irrelevante.
E isto estende-se ao anime, aos videojogos, ao cinema e à literatura, ao desporto, ao red light distric de Kabukicho, à sua própria sociedade.
Segundo me disse o rapaz fan de Quaresma aqui do hostel, o único sítio onde se vê japoneses a portarem-se mal, a serem moralistas e pretenciosos é na Dieta.

 

Como dizia aquela mulher que respondeu aos malucos da ONU, "beber o puro e o sujo sem preconceito".

 

Já agora, só agora é que me apercebi que não tens conhecimentos de japonês. Comunicaste com toda a gente em inglês, ou tinhas frases feitas? É que, quando falaste dos percalços de que os turistas se queixam, a barreira linguística nota-se pela falta de menção. Os japoneses já se dão melhor com o inglês, ou continua a existir uma inflexibilidade no seu uso?

 

... Ou toda essa história dos japoneses se darem mal com o inglês é treta?

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há 16 horas, Descartas disse:

... Ou toda essa história dos japoneses se darem mal com o inglês é treta?

 

 

 

Acredito que antes não tivessem muito conhecimento da língua, mas pela minha experiência havia muita gente a "riscar" o inglês.

Nota-se alguma falta de optimização dos conhecimentos da língua inglesa, mas é possível abordar qualquer pessoa em inglês. As pessoas que não sabem procuram alguém com o conhecimento para te ajudar.

Por exemplo, em Kyoto eu apanhei um autocarro no sentido inverso ao pretendido. Quando dei conta, deixei o autocarro chegar à central de autocarros para embarcar no sentido correcto. Faltava dois minutos para o autocarro partir e ainda assim perguntei a um funcionário qual era o número do autocarro. Ele não era jovem, mas percebeu o meu inglês. No entanto, notei que estava com dificuldade em articular a resposta. Vi que ele olhou para o relógio e disse-me "one second" e foi literalmente a fazer os 100m olímpicos até a um colega que estava numa cabine e voltou e disse-me "two, zero, six". 

Ele foi de propósito perguntar como se dizia 2-0-6 em inglês para poder dizer-mo.

Outra situação foi também em Kyoto nos últimos dias da minha estadia lá. Eu e um grupo de pessoas lá do hostel decidimos ir para a noite. Fomos para um clube que tinha preço de entrada, mas com direito a oferta. A oferta tinha condições para homens e nós ficamos um bocado confusos com o bilhete que nos deram. O bar era muito frequentado por Yakuza e estava um rapaz sentado no balcão sozinho e com cara de mau e as características tatuagens da organização. Pedimos-lhe ajuda. O inglês dele era mau, mas a simpatia dele valia tudo o resto. Ele desfez-se para nos ajudar e até foi buscar um amigo ao outro lado do bar para o ajudar a encontrar palavras em inglês.

Nós podíamos simplesmente perguntar ao barman, mas a disponibilidade do rapaz foi brutal e aceitamos com muito agrado.

Por outro lado, funcionários de estações, de locais públicos, de monumentos, de hosteis e hoteis, polícias, pessoal das lojas de souveniers, em grande parte de restaurantes e bares têm todos bom inglês. Sublinho os polícias e os funcionários de estações. O inglês deles é bom.

Faço notar também que há bares/pequenos restaurantes que têm sinais à porta a indicar que não aceitam clientes que não falem japonês, mas confesso que só vi e tive conhecimento desse tipo de política em Tokyo. Por outro lado, podes deduzir que restaurantes que não tenham a lista em inglês à porta não tenham grande vontade de clientes estrangeiros, mas duvido que se entrares eles não te aceitem.

E não há faixas etárias mais ou menos interessadas no inglês. Encontrei pessoas de idade com muito bom inglês e gente mais nova com mau inglês. E vice-versa, claro.

A verdade é que o povo japonês é muito disponível. E se os abordares em inglês, dificilmente receberás uma má reacção. Claro que devem haver excepções, mas eles nesse aspecto não têm o chauvinismo dos franceses, por exemplo. Fazem tudo para te ajudarem.

Têm mais dificuldades numa conversa mais complexa e na utilização da letra R em palavras ango-saxónicas, mas têm muita curiosidade em comunicar com estrangeiros e utilizar o inglês. Definitivamente, mesmo nos que menos conhecimento têm de inglês, não há essa inflexibilidade em ajudar. Para eles, ajudar é o mais importante. De que maneira o fazem.....é outra história...

 

Não tenho qualquer conhecimento de japonês.

Gosto muito da cultura deles, do anime, dos videojogos e da sua história civilizacional, mas nunca tive grande vontade de saber "falar" japonês.

Fui para o Japão apenas a saber dizer konichiwa, arigato, sayonara e gomen nasai. Pouco mais aprendi, confesso. Aprendi a utilizar o sumimasen e a melhorar a utilização destas palavras. Sumimasen deshita, gomen nasai, arigatou gozamaisu, etc.

E depois, ao fim de uns dias, até já usas palavras curtas como em vez de dizer sayonara preferir o Mata-ne ou o Ja-ne e recebes um "bye bye" (ou bai bai) em troca e com um sorriso de troça pelo teu japonês :D

 

Mas apesar de não saber quase nada de japonês nem andar com frases feitas atrás de mim, acho que se move bastante bem entre as palavras chave do japonês e o inglês.

Não sei se dei a entender que a língua fosse um pequena ou grande barreira. Se dei a entender que seria difícil, não era com a intenção de dizer que eles são inflexíveis.

Pelo contrário, são muito flexíveis. E acima da barreira linguística há barreiras bem piores. E menos presumíveis.

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    • XvinhiX
      Por XvinhiX
      Boa tarde! 

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    • lojadojapao
      Por lojadojapao
      Compre produtos diretamente do Japão.
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    • JUCA
      Por JUCA
      Ponham aqui noticias, com os devidos links, de coisas que normalmente não acontecem em outras partes do mundo.
       
       
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      Por SeventyFive
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      Horário: entre as 16:00H ~ 22:00H
       
      O Programa pode ser consultado aqui.