silentpain

A minha Viagem ao Japão - 2017

35 mensagens neste tópico

há 23 horas, silentpain disse:

Segundo, porque eu fui um utilizador que se registou no ano de criação do fórum e gostei muito de o utilizar. Quando o fórum era jovem, eu comentei por aqui um pouco, mas frequentava quase todos os dias. Ajudou-me a alargar os meus horizontes do anime, que até então praticamente estavam limitados às transmissões televisivas.

Fiz alguns amigos.

 

Assim, fica como uma espécie de contribuição e agradecimento ao fórum.

A viagem foi feita entre setembro e outubro e demorou dezoito dias.

 

Então? Que tom tão conclusivo! Até parece que estás prestes a morr--

 

há 23 horas, silentpain disse:

Essa conjuntura começa com Neon Genesis Evangelion.

 

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Muito fixe, Silent Pain. Ainda bem que conseguiste realizar o teu Big Dream. Neon Genesis Evangelion também foi um marco muito importante da minha vida. Não acho que seja somente mais um Anime ;)

Que venha o resto do relato. Já estou curioso!~

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Boas.

Como disse atrás, ando um pouco ocupado e tenho dificuldades em parar aqui. Até ao Natal continuo mais crónica.

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Muito fixe silentpain, estou a adorar o teu relato cheio de pormenores e considerações :)

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Nossa que inveja :(

Eu queria conhecer a Coréia do Sul ou o Japão mas é muito caro. Japão deve ser tudo mais barato como mangás e coisas de animes.

Editado por nunally
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Às 22/12/2017 às 05:48, Erza disse:

Muito fixe silentpain, estou a adorar o teu relato cheio de pormenores e considerações :)

 

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Olá a todos.

Desculpem não continuar a crónica, mas estou sem PC há semanas.

Pior, tenho coisas escritas guardadas lá e não consigo aceder.

Mais uns dias e haverá novidades.

Abraços

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Olá outra vez.

Desde já, desculpem não ter actualizado o tópico. Muito trabalho e uma série de semanas sem PC.

Mas agora estou mais aliviado e prometo actualizar isto mais vezes. A única coisa agora que me pode atrapalhar a escrita é Ni No Kuni II na ps4 :D

Mas ainda assim, estão reunidas melhores condições para continuar com esta crónica.

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A noroeste de Roppongi encontram-se os bairros de Shibuya, Harajuku e Shinjuku.
O santuário Meiji, dedicado aos espíritos do Imperador Meiji e da sua esposa Shoken, fica mesmo atrás da estação de Harajuku e, no fundo, é um jardim de proporções enormes, com vasta zona florestal, que tem a particularidade de ter um santuário.
Foi, sem duvida, um dos lugares mais bonitos e pacíficos de Tokyo e é fabuloso saber que além daquelas árvores encontravam-se ruas e prédios cheios de lojas trendy e multidões a passar de um lado para o outro, para comprar ou para passear, para comer ou para mostrar as suas indumentárias extravagantes. 
Infelizmente, e já habito nas minhas viagens, o santuário estava em obras e apenas consegui ver o edifício principal com uma tela de protecção com a fotografia do mesmo.
Voltei e fui dar uma volta pela avenida Omotesando e pela Takeshita Dori. Muita gente. Decidi refugiar-me no Yoyogi Koen.
Este parque ainda consegue ser maior que o parque do Santuário Meiji e é um dos locais de paz e lazer dos habitantes de Tokyo.
Muita gente descansava por lá ou fazia picnics. Outros davam uns toques numa bola, atiravam o frisbee ou dançavam.
Num dos últimos dias de viagem eu voltei ao Yoyogi e por lá estavam milhares de pessoas a conviver, a descansar, a praticar desporto.
Esperava ter encontrado várias pessoas a manifestar o seu gosto por cosplay, mas infelizmente, das duas visitas a Harajuko e ao parque Yoyogi, nunca aconteceu.
Pouco a sul, concentrava-se o distrito de Shibuya, famoso pela atribulada estação ferroviária e o cruzamento por onde 100.000 pessoas por hora o atravessam. É também conhecido pela sua vida nocturna, os diversos shoppings, os seus imensos restaurantes e pela Dogenzaka Dori, uma rua conhecida pelos seus Love Hotels e outros locais de diversão nocturna.
Junto à estação, encontra-se a estátua do fiel Hachiko, o cão que esperou lá pelo seu dono que nunca mais voltara.

Mas é a norte de Harajuko que o expoente máximo da concentração de pessoas tão singular de Tokyo acontece. É Shinjuku.
É verdade. A estação de Shinjuku tem uma média de utentes diária de três milhões e setecentos e cinquenta mil (sim, 3.750.000).
Eu estive lá num sábado à noite. Eu pensei que conseguiria jantar em Shinjuku a um sábado à noite,
Estive à porta da estação por volta das 20:00 e em poucos minutos consegui ver milhões de pessoas a passar por aquelas portas para a plataforma ou para a noite de Tokyo.
Tornou-se quase doentio. E as pessoas circulavam tão naturalmente, sem encontrões, sem tropeções.
Uma visão incrível da humanidade.
Tive que me afastar bastante da estação e de Kabukicho para poder jantar qualquer coisa e aconteceu num supermercado. Os restaurantes estavam cheios e as filas atingiam centenas de metros.
Mas voltei para Kabukicho.
Kabukicho é o centro da vida nocturna de Tokyo, mas também o local de concentração de bordeis, peep-shows e similares. Kamurocho, o bairro recriado no videojogo Yakuza, é um retrato deste bairro e as associações são demasiado evidentes.
No entanto, senti-me seguro. Há polícia na rua, mesmo sabendo que a influência da máfia era a predominância e é exactamente numa das zonas de entrada para esse sub-mundo que se encontra o VR Shinjuku.

 

 

O VR Shinjuku é um centro de experiências de realidade virtual (VR), propriedade da Bandai Namco, onde eu pude nessa tarde experimentar o VR de Neon Genesis Evangelion.
Também experimentei Mario Kart, mas foi a experiência Evangelion que eu desejava. E não me desapontou.
A experiência, apesar de curta, é só épica.
Tudo é simulado como no primeiro episódio, o cockpit fecha-se, é introduzido o liquido e o mech oscila para sair do suporte.
Ainda estamos no hangar da NERV. De repente começamos a receber instruções da Misato, em japonês, claro. Eu, continuo a olhar para os lados a tentar aceitar que estava dentro do hangar da NERV.
Somos lançados. Sim, "somos". A experiência é multiplayer e podemos jogar três pessoas. A mim foi entregue os comandos do EVA-00.
Ao lançar o mech, toda a aparelhagem e a cadeira VR tremem. Eu olho para cima e vejo o túnel e esta sensação não tem palavras para a descrever. Não era um sonho, era muito mais do que isso. Era muito mais que uma homenagem.
Abriu-se a porta e estava em Tokyo-3 e tinha que combater.
Não foi fácil e fui derrotado, mas tal como a Shinji, o jogo dava-nos uma segunda oportunidade, bastava fazermos como ele e gritar "move, move, move!!".
Que experiência. Demasiado curta, mas que sensação. Que homenagem a este grande anime.
Saí com uma sensação demasiado emotiva para explicar como era, uma sensação de preenchimento.

Voltei à real Shinjuku.
Depois do tal jantar, voltei ao centro da actividade e fui explorar o Golden Gai. Procurava beber uma cerveja num ambiente diferente e consegui.
O Golden Gai é um não tão esquecido aglomerado de ruas estreitinhas e escuras onde porta-sim/porta-sim há um pequeno bar ou restaurante.
A dimensão dos bares é mesmo minúscula e a maioria tem espaço para seis ou sete pessoas. Alguns lá conseguem por umas dez ou onze, mas outros três ou quatro.
Sentei-me num onde coubemos cinco pessoas e passei boa parte do serão lá. Foi divertido e a rapariga que o explorava era muito simpática e conversadora.
Mas ali era a Tokyo profunda. Muitos daqueles bares tinham mensagens à porta a informar que não atendiam pessoas que não falassem japonês. Outros simplesmente cobravam uma entrada. Desses, alguns cobravam pouco, 100 ou 200 ienes, mas alguns pediam 1000 ienes.
Isto porque tentavam impedir que o local se torna-se demasiado turístico, ainda que fosse difícil, já que na zona muita gente local recomendava o Golden Gai para uma cerveja em vez de ir para os bares mais confusos de Kabukicho.
Mas eu fiquei fascinado com o local.

Ainda em Shinjuko, é possível encontrar o Artnia Cafe.
O Artnia é um cafe propriedade da Square-Enix que promove as IPs dessa editora. 
É um bocadinho diferente do Luida´s Bar, já que funciona mais como loja e de café tem pouco porque pareceu-me mais uma candy store.
Não consumi nada porque era tudo muito caro, mesmo comparando com o Luida´s, mas comprei alguns souveniers.
Não comprei o que queria por causa dos preços.
Para terem uma ideia, uma bela figurine do Cloud custava cerca de 18000 ienes, ou seja, 135€.
Um peluche do Vivi ou de um Tonberry ficava por 50€.
Um porta-chaves da linha Dissidia, 5€.
E por aí fora.
Comprei um starter set do card game de FFVII e FFX, mais um dos tais porta-chaves do Vivi e do Cloud.
Lucky me, ofereceram-me dois postais com a compra, um do Dissidia e outro do Zodic Age.
E o saquinho é engraçado.
Foi a compra possível. Era tudo muito caro e o espaço na mala também não é muito.
Tinha lá material de Dragon Quest bem espectacular. Aliás, nota-se em todas as lojas como DQ é mais especial para os japoneses do que FF.
Não é que FF não o seja, mas DQ tornou a acelerar na corrida pela popularidade.
Pode ser apenas coincidência, mas de todas as pessoas que vi no comboio a jogar em consola portátil (não em smartphone) estavam todas a jogar DQXI na 3DS. Quer queiramos ou não esta é a realidade japonesa.
No entanto, a sala de espelhos com vitrines com os melhores produtos em exibição é factualmente inspirada em FF.
Mas todos os produtos Final Fantasy, Dragon Quest e Kingdom Hearts eram de excelente qualidade.
Quando saí, também senti aquela sensação de missão completa. Por trás do café encontra-se o headquartes da Square.
Por muito comercial que fosse o espaço, muitas memórias estava dentro daquele café.

Ainda mais a norte de Shinjuku, o bairro de Ikebukuru é uma alternativa para os otakus que não querem deslocar-se a Akihabara.
Mas Ikebukuru não é uma sombra de Akiba, tem a sua própria imagem.
Aqui podemos encontrar uma grande variedade de lojas dedicadas às otakus, que apostam nas obras mais viradas para o público feminino.
Também é possível encontrar uma grande variedade de mangas publicadas independentemente. Indie mangas.
O Sunshine City é um grande complexo comercial onde podemos entrar no Namja Town ou no J-World, dois locais temáticos relacionados com os maiores animes do Japão.
Não cheguei a entrar em nenhum dos dois por causa do horário.
Mas para os adeptos de manga, Ikebukuru é uma obrigatoriedade. Talvez mais que Akihabara, onde as coisas são mais casuais.
Aqui encontram-se todo o tipo de manga, de qualquer idade, de qualquer editora ou independente.
 

 

 

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Espetacular. O teu estilo de prosa agarra.

 

Acho que a supremacia cultural de dragon quest face a final fantasy está muito bem reflectida em anime e manga. Mesmo pondo de parte o gintama em que 70% das referências a videojogos são DQ, outros anime de fantasia/aventura não são nada tímidos em usar o sistema de classes de DQ, e noutros anime fazem-se muitas alusões a monstros e à indumentária usada pelas personagens.

 

Não duvido que te tenhas sentido seguro por onde quer que andasses, mas essas fotografias de ruas estreitas e mal iluminadas não inspiram confiança nenhuma...

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Sim, Dragon Quest é muito importante. 

A questão é que a Square soube explorar melhor FF fora do Japão (FFVII, um jogo quase mítico hoje em dia) do que a Enix em relação a Dragon Quest, que pouco fez por essa internacionalização.

 

Já tenho a minha conta de viagens e ter estado no Japão "desbloqueou" o meu terceiro continente. Sinto-me seguro em qualquer lugar. Nunca deixei de andar a pé ou em comboios à noite, sair para beber uma cerveja fora de horas, atravessar ruas mais desertas, etc. Mas sempre com hábitos de segurança em relação aos meus pertences, ao dinheiro, roupas próprias para isso, etc.

Mas no Japão, sim, há mesmo segurança. Mesmo nessas ruas escuras. Posso dizer-te que estive em bares geridos e frequentados pela Yakuza e nunca me senti, nem fui, ameaçado de qualquer forma. Andei os 18 dias TODOS de calções e t-shirt ou um casaquito de malha sem bolsos fechados, com a carteira, o telemóvel, os keycard e o dinheiro nos mesmos bolsos, quase à vista, sempre sem problemas. E andei em pé em comboios lotados, filas, ruas escuras como dizes, etc.

A criminalidade existe no Japão e há alguns números de carteirismo, mas tudo isso é um número ridículo. Fica atento às próximas mensagens e ainda vais perceber melhor essa sociedade segura quando eu escrever sobre Kyoto.

E essas ruas pouco iluminadas que viste acima, são do Golden Gai e da noite de Shinjuku/Harajuku/Shibuya. Podem não inspirar confiança ao vê-las, mas se estivesses lá, tenho a certeza que te sentirias seguro. O Golden Gai está no meu top3 de Tokyo. E só não digo que é o sítio mais obrigatório porque não sou de classificar assim as coisas. Mas sim, é dos locais onde se pode sentir aquela Tokyo profunda.

 

Já agora, como posso separar as mensagens? Sim, um bocado pró-spam, mas como tenho imensas fotografias para partilhar, é melhor distribuir por mensagens para poder passar para outras páginas.

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Uau! Adorei o relato até agora :)

Ainda dá mais vontade de ir lá visitar, e aliado às fotos ainda mais! Muito obrigada por partilhares

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Brutal :)

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Boas

Enquanto não publico mais coisas, fiquem com alguns vídeos que fiz.

 

Cruzamento de Shibuya

 

https://youtu.be/Rg6kAz2Pbe4

 

 

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Mas Tokyo era assim apelativa e os dias passavam e a pressa por conhecer mais coisas crescia.
Confesso que tive receio de "perder" os Jardins Imperiais.
Pode-se visitar o Palácio Imperial de Tokyo, residência do Imperador, mas isso acarretava um horário muito pouco flexível e uma marcação com vários dias de antecedência. Não marquei porque não saberia quando o poderia fazer. E não marquei para não me comprometer.
Mas não fiquei com a pena. Os jardins são muito bonitos e extensos. Aliás, todos os jardins dignos desse nome são muito grandes, alguns até do tempo do Shogunato. Em Portugal, um canteiro com meia dúzia de metros quadrados de relva é um jardim, mas no Japão os jardins não só têm hectares e hectares de flora e fauna, desde japoneiras, pinheiros com trezentos anos, cerejeiras e amendoeiras a esquilos, corvos, gatos, insectos e aves várias e, imagine-se, veados. São atravessados por rios, riachos e largas clareiras de relva.
Os Jardins Imperiais são mais uns desses jardins. E podemos andar à volta das muralhas e admirar as diversas portas do Palácio.

Perto do Palácio, era fácil chegar ao Hama-Rikyu, outro belo jardim com lago, rodeado de altos arranha-céus e ao mercado Tsukiji.
O mercado Tsukiji é o grande centro de negociação de peixe do Japão. É aqui que se faz os grandes leilões dos melhores atuns que o mar deu.
Mas também é o entreposto peixeiro para grande parte do território japonês e um dos locais onde se come melhor.
Dentro do velho mercado, existe uma zona de vários pequenos restaurantes onde se podia comer o melhor peixe e o melhor sushi. Aqui comi o melhor sushi de toda a viagem e não foi nada caro.
Como disse, os restaurantes são pequenos e os pratos não variam muito da especialidade peixe. Mas os preços eram bem convidativos e a qualidade era superior.
Aqui sim, a cozinha portuguesa era ultrapassada. A qualidade e a frescura do pescado faziam a diferença, sem duvida, mas também a qualidade de confecção por parte daquelas pessoas que viviam para o mar contava muito.
Aquele sushi não existe em Portugal.
A par do velho mercado, existe umas instalações novas e mais limpas. Vende-se na mesma o peixe fresco, mas também há bancas de fruta, legumes, street food e mariscos raros.
Esta zona na hora de almoço, fosse no mercado, fosse nas ruas à volta, ebulia com o frenesim de quem procurava um almoço ou que apenas fazia turismo. Cheirava a peixe e a soja por todo o lado e não era fácil resistir à comida de rua de Tsukiji. 

Antes de partir para Kyoto, não podia deixar de passear por Asakusa, um dos bairros mais antigos e tradicionais de Tokyo e visitar o Templo Sensoji.
Eu acho que Asakusa é verdadeiramente Tokyo. Tokyo das pessoas de Tokyo, daquelas famílias que vivem lá desde sempre e são, de facto, os personagens originais desta grande cidade.
Claro que há prédios altos e largas e compridas estradas, mas também há aquelas ruas pequeninas e escondidas, as casas típicas e o ambiente característico que muitas vezes vemos nas obras de animação ou videojogos. Não tem tanto futurismo como Shinjuku ou o centro da cidade, mas não querendo ser preferencialista fiquei com a sensação que em Asakusa as pessoas ainda conseguem ser mais gentis, mais receptivas e terem um sorriso maior na face.
É uma área movimentada, seja de locais como de turistas, mas não se identifica com os sons estridentes e repetitivos de Akihabara.
Aqui também podemos andar de riquixó. Eu não andei por causa do preço, mas no momento em que escrevo isto já não me recorda o valor.
Mas há bastantes riquixós e muita aceitação por parte dos turistas. Os carregadores são todos jovens adultos em excelente forma física e parecem levar muito a sério esta profissão.
O Templo Sensoji é um dos templos mais populares da cidade e o mais antigo, datado do século VII.
A Kaminarimon é uma porta gigantesca que ofusca o templo e a pagoda vistos ao longe. Passando pela porta, o vermelho predomina e muitas pessoas concentram-se primeiro no queimador de incenso, onde fazem movimentos circulares com as mão para deixar que o fumo toque nos seus corpos e roupas, e depois na entrada do templo.
Lateralmente há uma enorme pagoda de madeiras pintadas a vermelho também e motivos dourados.
Havia muitos turistas japoneses, crédito da enorme popularidade do Sensoji.

 

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      O Programa pode ser consultado aqui. 
    • XvinhiX
      Por XvinhiX
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