JUCA

Japão, O El-dorado Do Este. (De Portugal)

56 mensagens neste tópico

Às 15/10/2017 às 15:53, FireWall disse:

isso a mim não me convence muito porque quando se quer mesmo ter filhos, arranja-se maneira de sobreviver. não estou mito de acordo com essa política mas conheço muita gente que não tem condições para se sustentar a si própria e continua a ter filhos.

 

O problema é que no Japão ter filhos = casar/relação estável (mesmo que só "pareça estável", como é habitual lá) na quase totalidade dos casos. Mesmo que os próprios não tenham essa mentalidade, a pressão familiar é muito grande. Daí que quem não quer ter uma relação, também não quer ter filhos, ou então descarta a ideia mesmo que houvesse um fundo de vontade.

Muitas vezes também há a pressão para ter filhos para manter a família viva, seja por uma questão de vitalidade ou para manter negócios familiares. Mas nesse caso quem tem irmãos fica um pouco mais liberto dessa responsabilidade, pelo menos até certo ponto. Há muito animu que fala sobre isso. Um exemplo que me vem à cabeça agora é o Moyashimon.

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há 23 horas, FireWall disse:

como é que tu ensinas a gostar de alguém?

 

 Não estava a falar de ensinar isso, mas de explicar que estes sentimentos vão despertar, e de preparar para (as desgraças) as situações que podem causar.

há 1 hora, PetalidiStelle disse:

=

 

 Este igual baralhou-me por bastante tempo. Eu não estava a ler, saltava, e a frase não estava a bater certo. Faltava qualquer coisa, faltava o igual. Moyashimon, não sei se é boa altura para eu ver isso, mas este e outros assuntos negativos, são abordados em vários animes, mas, na maior parte dos casos, passam despercebidos se não tivermos conhecimento prévio.

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Às 16/10/2017 às 21:26, JUCA disse:

Moyashimon, não sei se é boa altura para eu ver isso, mas este e outros assuntos negativos, são abordados em vários animes, mas, na maior parte dos casos, passam despercebidos se não tivermos conhecimento prévio.

 

O Moyashimon não se foca nisto, mas é um aspecto importante para perceber a personagem principal e ainda mais uma personagem secundária que é o melhor amigo dele e cujas mudanças se prendem com a questão da sucessão familiar nos negócios.

Isto já é um pouco off-topic mas o foco do Moyashimon são bactérias em particular e engenharia alimentar (produtos fermentados) no geral, é bom se quiseres saber mais sobre isso com muita comédia e personagens interessantes à mistura.

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Às 10/15/2017 às 14:38, PetalidiStelle disse:

É este um dos principais problemas do Japão moderno (pós-rebentamento da bolha económica em 91) que tem levado ao decrescimento da taxa de natalidade, juntamente com a incerteza económica.

 

Não me parece que seja por causa da atitude "business-like" dos japoneses face ao amor que leve a isso. Sempre foi assim durante séculos (até têm palavra para isso, お見合い) e a população deles sempre foi grande. Acho que o problema se relaciona mais com o que o @FireWall disse sobre objectivos e trabalho, em conjunto com a crise económica (a cultura de trabalho japionês ainda está na mentalidade da abundante Shouwa apesar de estar há três décadas em crise Heisei), bem como com as concepções falsas que o baby boom gerou no tema da demografia. Os anime de haréns com protagonistas no liceu, a coisa mais realista que neles há é o facto de os pais nunca estarem em casa, reflexão de estarem constantemente a trabalhar e chegarem constantemente tarde a casa.

 

Às 10/15/2017 às 18:46, バトラー disse:

Embora existem programas onde levam homens e mulheres a desfrutar de um fim de semana numa pousada, hotel ou mesmo escola com actividades a que possam conhecer-se melhor e tentar uma relação. Esqueci-me do nome mas houve até um documentário que passou na RTP3 sobre o assunto.

 

Ainda falando de anime onde certos temas são abordados, isso acontece em Sakura Quest.

 

Às 10/15/2017 às 21:42, FireWall disse:

o video também parte do pressuposto que têm de ser os homens a dar o primeiro passo o que não precisa ser sempre assim

 

Por acaso aqui há uns tempos passou-me um blog de uma americana que foi para o japão em negócios durante uns meses e que descobriu que a dinâmica entre homem e mulher estavam invertidas, que tinham de ser elas a dar o primeiro passo, mas acho que isso já é uma evolução fruto do problema herbívoro de que o @JUCA falou.

 

Às 10/16/2017 às 20:25, PetalidiStelle disse:

O problema é que no Japão ter filhos = casar/relação estável (mesmo que só "pareça estável", como é habitual lá) na quase totalidade dos casos.

 

Isso também era assim cá pelo ocidente antes da revolução sexual e da liberalização do divórcio. No japão dá-se ainda mais importância às aparências e o orgulho é demais, seja para abordar problemas ou pedir ajuda.

 

E ver Moyashimon é DEVER PATRIÓTICO porque a universidade deles é uma réplica de uma das nossas universidades! O JAPÃO RECONHECE A SUPREMACIA DO ENSINO SUPERIOR PORTUGUÊS!

 

 

 

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há 7 horas, PetalidiStelle disse:

muita comédia e personagens interessantes à mistura.

 

 Passou para o topo da minha lista, depois se me lembrar digo o quanto gostei.

 

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há 8 horas, PetalidiStelle disse:

O Moyashimon

Fiquei interessada;)

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há 7 horas, Descartas disse:

a dinâmica entre homem e mulher estavam invertidas

 

 Não há nenhum documento escrito que diga que têm de ser os homens a dar o primeiro passo. Este é um conceito interiorizado pela sociedade, e aceite como o correcto, até as feministas, esperam que seja o homem a fazer a aproximação, as mulheres cabe fazer "sinais de fumo" que em 90% das vezes passa-me ao lado, e nas outras 10% fico em duvida. Algum dia as relações vão evoluir e tornar-se equilibradas, mas não será no meu tempo.

há 7 horas, Descartas disse:

お見合い

 

 Tradução se faz favor, só conheço o primeiro e o ultimo hiragama. (É a segunda vez que escrevo isto, da primeira o texto desapareceu.?)

 

há 7 horas, Descartas disse:

SUPREMACIA

 

 Esta palavra causa-me desconforto (quando o supremo não sou eu).

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Agora mesmo, JUCA disse:

até as feministas, esperam que seja o homem a fazer a aproximação

Ui!

Não caias no erro das generalizações ;)

Quanto a isso, é uma coisa que foi evoluindo dessa maneira há milénios, devido às dinâmicas da sociedade. Possivelmente tem a ver com o facto de que desde cedo as mulheres foram sendo vistas como o "sexo fraco" e "menos capaz", mais passivo etc, ou mesmo não tendo tantos direitos como o homem. Por isso é natural que se tenha desenvolvido essa mentalidade de que o homem ("elemento mais activo") deverá tomar o primeiro passo.

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há 1 minuto, Erza disse:

Não caias no erro das generalizações ;)

 

 Estou a falar de pessoas que conheço, mas eu conheço pouca gente. E pode ser que quem eu conheço, seja excepção. Concordo contigo quanto a causa deste "problema", e já tinha chegado a essa conclusão.

 

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Off topic. @PetalidiStelle e @Descartas, eu tenho-vos como responsáveis por qualquer dano que Moyashimon cause na minha psique.

 

Spoiler

moyashimon.jpg

 

Editado por JUCA
Erro ortográfico.
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Off topic.

 

 Para não parecer que não há coisas positivas no Japão, vou mencionar uma ou duas.

 - Bandas onde os membros são só mulheres. Não estou a falar de Idols, estou a falar de bandas onde as membras (a palavra membra existe no português de Portugal) são mulheres. Foi uma agradável surpresa (Paradise Lunch), que me levou a descobrir outras bandas. Não é exclusivo, mas parece que têm maior destaque no Japão.

 - Ler livros, revistas, numa loja. No Japão parece ser mais aceite.

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 Eu tenho uma colega que tem um pai japonês e uma mãe brasileira, pelo que ela já foi visitar o Japão várias vezes. Uma das coisas que me chamou a atenção foi ela dizer-me que aparentemente eles não gostam muito de estrangeiros. Certamente não acredito que sejam todos assim, mas é um pensamento pouco animador : (  Mas creio que é uma daquelas cisas que é "ver para crer", continuo com vontade de visitar mesmo assim! ; P

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Às 19/10/2017 às 20:06, JUCA disse:

Off topic. @PetalidiStelle e @Descartas,

 

 Estou a aprender algumas coisas com este anime. Por exemplo:

Spoiler

moyashimon.jpg

Os micróbios são mais espertos que os humanos.

 

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há 16 horas, Alludor disse:

 Eu tenho uma colega que tem um pai japonês e uma mãe brasileira, pelo que ela já foi visitar o Japão várias vezes. Uma das coisas que me chamou a atenção foi ela dizer-me que aparentemente eles não gostam muito de estrangeiros. Certamente não acredito que sejam todos assim, mas é um pensamento pouco animador : (  Mas creio que é uma daquelas cisas que é "ver para crer", continuo com vontade de visitar mesmo assim! ; P

 

tenho ideia que isso não é grande segredo. Pelo menos desde miúdo que oiço falar que o Japão não gosta muito dos "Gaijin".

 

Supostamente, um turista que se veja envolvido numa questão legal, é tido como culpado até prova de contrário.

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A sério!? Isso é bera... Eu passei um semestre na China, e embora ouvisse que nem todos gostam de estrangeiros, víamos mais vezes a nossa colega que parece chinesa a ser tratada rudemente do que nós. E na China pelo menos os estrangeiros não pagavam entrada para discotecas lol xD

Editado por Alludor

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há 10 minutos, Alludor disse:

A sério!? Isso é bera... Eu passei um semestre na China, e embora ouvisse que nem todos gostam de estrangeiros, víamos mais vezes a nossa colega que parece chinesa a ser tratada rudemente do que nós. E na China pelo menos os estrangeiros não pagavam entrada para discotecas lol xD

 

Eu não posso confirmar nada porque nunca lá estive, mas já li vários relatos e artigos sobre a forma como os estrangeiros (particularmente imigrantes) são tratados e regra geral, não são artigos de positivos. Mas mais uma vez, isto são apenas relatos de terceiros que li, não posso confirmar nada.

 

Em relação à tua amiga, se calhar o problema era o facto de ela parecer ser asiatica. Dizem que os Chineses, Coreanos e Japoneses não se dão nada bem entre si e eles sabem distinguir-se uns aos outros. Mas mais uma vez... relatos de terceiros xD

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